A vacina da Pfizer/BioNTech pode causar inflamações no músculo cardíaco?

 A vacina da Pfizer/BioNTech pode causar inflamações no músculo cardíaco?

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Os episódios foram relatados por autoridades sanitárias dos Estados Unidos

No Brasil não houve registro dessas ocorrências. Entretanto, a FDA, órgão equivalente à ANVISA nos Estados Unidos, emitiu um comunicado alertando sobre o risco de aparecimento de duas doenças, miocardite e pericardite, que causam inflamação no músculo cardíaco e no tecido que envolve o coração, principalmente, em pessoas que receberam as duas doses da vacina Pfizer/BioNTech.

Os estudos seguem em processo de conclusão visto que muitas situações precisam ser observadas do ponto de vista científico e quantitativo de dados, como por exemplo, verificar em quais faixas etárias houve mais ocorrências, quais grupos de risco e suas comorbidades foram mais afetados, dentre outros critérios de avaliação.

Segundo reportagem da Agência Brasil, “o alerta da agência visa chamar a atenção especialmente dos profissionais de saúde para que fiquem atentos a esses riscos e atuem no diagnóstico e tratamento, caso estes tipos de complicações sejam detectadas. Os sintomas mais comuns, conforme a Anvisa, são dor no peito, falta de ar, palpitações ou mudanças no ritmo dos batimentos cardíacos”.

Em nota, a ANVISA informa que:
“ A Agência esclarece que o risco de ocorrência desses eventos adversos é baixo, mas recomenda aos profissionais de saúde que fiquem atentos e perguntem às pessoas que apresentarem sintomas se elas foram vacinadas, especialmente com a vacina da Pfizer.

Portanto, a Anvisa orienta aos vacinados com o imunizante da Pfizer que procurem atendimento médico imediato se tiverem sintomas como dor no peito, falta de ar e palpitações. Além disso, orienta os profissionais de saúde e os cidadãos a notificarem imediatamente casos suspeitos à Agência. A Anvisa ressalta que mantém a recomendação de continuidade da vacinação com a vacina da Pfizer, dentro das indicações descritas em bula, uma vez que, até o momento, os benefícios superam os riscos”

Equipe NUJOC