É fato: China destruiu igrejas cristãs

 É fato: China destruiu igrejas cristãs

Vídeo questiona o silêncio da mídia brasileira sobre a perseguição religiosa no país oriental

O Nujoc Checagem recebeu denúncia, por meio do aplicativo Eu Fiscalizo, da Fiocruz, sobre a destruição de igrejas cristãs na China. A informação é verdadeira, mas não é recente.

O governo chinês mantém os cultos religiosos sob estrita vigilância, reconhecendo cinco religiões: católica, taoísta, budista, protestante e islâmica. As ordens não reconhecidas, como algumas denominações evangélicas, têm um histórico de perseguição no país oriental.

Há relatos de igrejas destruídas em províncias chinesas por fontes como a Folha de São Paulo no ano de 2015  e 2018, e a Band, também em 2018. Mais recentemente, surgiram boatos de que o governo estaria se aproveitando da quarentena para colocar abaixo diversos templos no país, mas nenhum grande veículo brasileiro noticiou isso desde o início da pandemia.

Silêncio – O vídeo, que é ligado às igrejas evangélicas brasileiras, denuncia o silêncio da mídia nacional sobre a perseguição dos cristãos na China. Haveria, conforme o vídeo, vergonha dos cristãos em denunciar a opressão sofrida, e muito espaço para a denúncia da opressão das minorias dentro do cristianismo. “Não tem uma notícia na mídia brasileira sobre isso, de uma igreja que foi dinamitada pelo Partido Comunista chinês”, diz um dos narradores mostrando imagens da destruição da igreja dinamitada na província de Shanxi em 2018.

Em pesquisa no Google, descobrimos que pelo menos dois grandes veículos da mídia nacional, o jornal Folha de S.Paulo e a Band, relataram a notícia sobre a destruição da igreja, nos links indicados acima.

O vídeo: denúncia de perseguição religiosa. Imagem: Internet

Ainda conforme o vídeo, a mídia nacional estaria sendo manipulada por intelectuais e grupos ligados a minorias, o que explicaria o silêncio diante da perseguição contra os cristãos na China. “Logo a nossa imprensa que é tão preocupada em defender minorias oprimidas, trata os cristãos como uma maioria desprezível”, ataca outro dos narradores do vídeo. “Retratado como retrógrado ou opressor, o cristão está constrangido. Defender cristão virou coisa brega”, acrescenta ele.

A denúncia feita pelo vídeo carece de provas. Não há indício de que as minorias tenham suas pautas supervalorizadas na imprensa brasileira. Pelo contrário, os temas ligados às minorias, como religiões africanas, negros e homossexuais, seguem sendo reservados às colunas policiais e às notícias sobre pobreza. É o que demonstram alguns estudos acadêmicos como estes aqui.

Equipe NUJOC

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