Empresa israelita testa medicamento para Covid-19 com células de placenta

Com o agravamento da pandemia do Coronavirus, governos e indústria farmacêutica tem concentrado esforços em pesquisar o novo vírus e desenvolver ferramentas para combatê-lo, seja através de vacinas ou de medicamentos. Muitas notícias falsas circulam sobre curas ou vacinas já descobertas, mas a verdade é que até o momento o que existe são produtos em desenvolvimento. Um destes é um tratamento desenvolvido por uma indústria israelita através de células de placenta, que tem mostrado resultados promissores em pacientes em estado grave.

A informação foi publica inicialmente pelo “The Jerusalem Post” (confira aqui), um dos maiores jornais de Israel, no final de março, e depois republicada por veículos de mídia ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Segundo a publicação original, o tratamento é desenvolvido pela Pluristem Therapeutics, empresa israelita especializada em medicina regenerativa.

O tratamento utilizada células PLX, extraídas de placentas, que possuem propriedades imunológicas. O tratamento combate a hiperatividade do sistema imunológico em casos de infecção, o que leva a sintomas graves, como a insuficiência respiratória.

O desenvolvimento do medicamento ainda está em fase inicial e menos de dez pacientes receberam a medicação até agora. No entanto, todos eram de alto risco e apresentaram significativa melhora após receberem as células PLX. Estudos anteriores já mostraram a eficiência dessas células no tratamento de alguns sintomas em animais.

A Pluristem Therapeutics já informou em comunicado oficial que está em contato com agências reguladoras nos EUA e na Europa para expandir os testes. Segundo a empresa, de uma única placenta é possível extrair células suficientes para tratar 20 mil pessoas.

Equipe NUJOC

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