Hospitais de Teresina começam a registrar lotação máxima de UTIs

Desde a última quinta-feira (22), circulam pelas redes sociais mensagens relatando que hospitais das redes privada e pública de Teresina estão com as unidades de terapia intensiva (UTIs) completamente lotadas ou próximo a isso. O Nujoc checagem buscou as informações oficiais e constatou que a ocupação dos leitos de UTI na capital piauiense em 65%, mas alguns hospitais já estão com 100% dos leitos ocupados. Portanto, a informação é verdadeira.

Hospital São Marcos é um dos que atingiram 100% de lotação das UTIs

De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi), na noite da última quinta-feira (21), Teresina possui atualmente 184 leitos de UTI para atendimento de Covid-19, dos quais 120 estão ocupados, uma proporção de 65,2%. No entanto, três hospitais já atingiram 100% de ocupação nestes leitos: o Hospital Universitário da UFPI e o Hospital Infantil Lucídio Portela, da rede pública; e o Hospital São Marcos, da rede privada. Este último, devido à situação, fechou também a unidade de Pronto Socorro temporariamente, que foi reaberta no fim da noite de quinta-feira.

A capital piauiense, que concentra pouco mais da metade dos casos diagnosticados em todo o estado, conta com 12 hospitais com UTI capacitada para receber pacientes com Covid-19. Destes, 9 encontram-se atualmente com 50% ou mais das unidades de terapia intensiva ocupadas. Além dos três citados anteriormente, também estão nessa situação: Hospital Unimed (50%), Hospital de Doenças Tropicais Natan Portela (57,1%), Hospital Geral do Monte Castelo (57,1%), Hospital Getúlio Vargas (60%), Hospital Prontomed (67,5%), e o Hospital de Urgência de Teresina (76,9%).

O cardiologista Marcelo Martins, que faz parte da administração do Hospital São Marcos, ressaltou em entrevista à TV Cidade Verde (confira aqui) que os pacientes graves de Covid-19 passam, em média, cerca de quatro semanas internados, sendo a maior parte desse tempo na UTI. Esse tempo de internação representa uma ameaça para a capacidade do sistema de saúde. “É uma média de 19 dias na UTI e no leito hospitalar mais 8 dias. Uma internação que vai tranquilamente chegar a um mês. O giro de leitos é muito lento. Isso dificulta muito a assistência a um número maior de pessoas”, explica o médico.

Para conferir os dados completos e atualizados, você pode acessar os boletins diários da Secretaria de Saúde, divulgados em geral no início da noite neste link.

Equipe NUJOC

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