Tratamento com água quente e limão não cura a Covid-19

 Tratamento com água quente e limão não cura a Covid-19

Vídeo dá dicas simples para tratar a doença, mas elas não são eficazes

Tem circulado nos grupos de WhatsApp um vídeo sobre tratamento da Covid-19 com base em ingestão de água quente e limão. A pessoa que aparece no vídeo informa que quatro doentes teriam se curado com o tratamento em Dalas, no estado do Texas. Eles teriam testado positivo para o coronavírus e, com o tratamento, o segundo teste teria dado negativo.

O vídeo com as dicas: elas não procedem. Imagem: Reprodução/WhatsApp

O tratamento consistiria em lavar as vias aéreas e fazer gargarejo com água morna, sal e limão aos primeiros sintomas da doença. De quinze em quinze minutos, seria necessário tomar água quente com limão, alternando com chá de gengibre sem açúcar: “Faça isso o dia inteiro, por dois, três, quatro dias”, recomenda a pessoa no vídeo.

Ingerir vitamina C, D e zinco é outra parte do suposto tratamento. Tomar sol para reforçar a vitamina D também está entre as dicas. A pessoa recomenda ingerir uma laranja batida no liquidificador com salsinha e, após, ficar no mínimo 15 minutos ao sol, para absorver a vitamina D. Banho, só depois de seis horas.

Água com limão emagrece? | Jornal Ibiá
Água e limão: receita ineficaz contra a Covid-19. Imagem: Reprodução/Internet

A pessoa ainda recomenda não comer açúcar nem leite e derivados, que auxiliariam a fermentar e propagar doenças. Inalar água e eucalipto em caso de tosse é a última dica do vídeo.

A receita pode seduzir pela simplicidade, mas a informação é falsa.

Até o momento profissionais de saúde ouvidos em publicações especializadas e na imprensa em geral afirmam que não existe tratamento ou vacina eficazes contra a Covid-19. O que há são combinações de tratamentos, que podem incluir medicamentos novos ou já testados em outras doenças, como é o caso da cloroquina e da nitazoxanida, mas todos em fase de testes.

O mesmo vídeo informa que os primeiros sintomas de que o vírus contaminou alguém seriam a perda do olfato e do paladar. Ele ainda estaria nas vias aéreas superiores, e depois de quatro dias infectaria os pulmões. Mas não dá para generalizar. Há de fato registros de perda de olfato e paladar em pacientes que desenvolveram a Covid-19, mas não é uma regra geral. A doença tem evoluído de forma variada, a depender de diversos fatores, que incluem a idade e a resposta imunológica do paciente.

As medidas preventivas, como o uso de máscaras em locais públicos, o isolamento social e a higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel seguem sendo as únicas formas comprovadamente eficazes de deter a propagação do coronavírus. Já o tratamento, quando ocorre a infecção, deve ser feito sob a orientação dos médicos.

Equipe NUJOC

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