União Europeia registra milhares de mortes após aplicação da vacina contra a COVID-19?

 União Europeia registra milhares de mortes após aplicação da vacina contra a COVID-19?

O Nujoc recebeu para a checagem um artigo publicado no site Globalresearch.ca e escrito por Brian Shilhavy, tratando de supostos casos de reações e mortes por pessoas que tomaram a vacina contra a COVID-19 na Europa. O título do artigo é chocante ao afirmar que 15.472 pessoas vieram a óbito e 1,5 milhão sofreu algum tipo de reação em decorrência da aplicação dos imunizantes aprovados naquele continente. O material foi encaminhado para verificação por meio do aplicativo Eu Fiscalizo da Fiocruz (Disponível para Android e IOS).

As informações são falsas e já foram esclarecidas pelos órgãos de saúde da União Europeia. O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) publicou no dia 03 de junho, um documento com uma relação dos quatro imunizantes aprovados pela União Europeia e os casos de reações adversas. As vacinas da Astrazeneca, Jansen, Moderna e Pfizer possuem índices ínfimos de reações adversas, ficando próximo a 0%. Os dados atestam a confiabilidade nas vacinas.

Em comunicado à imprensa, A União Europeia afirma que a segurança é um requisito fundamental para a introdução de qualquer vacina no mercado. Antes de as vacinas candidatas contra a COVID-19 serem disponibilizadas e utilizadas, a Agência Europeia de Medicamento (EMA), equivalente à Anvisa no Brasil, procede a uma avaliação científica das mesmas, com base em requisitos e limiares de prova rigorosos. Estes requisitos são idênticos aos aplicáveis a quaisquer outras vacinas produzidas e utilizadas na UE. A EMA monitoriza em permanência os relatórios sobre quaisquer efeitos secundários registados após a utilização de uma vacina e publica

Com informações da agência francesa de notícias, AFP, o porta-voz da EMA também disse em 9 de junho de 2021 que os casos relatados não provam que as vacinas causaram uma reação adversa.

“Relatos espontâneos de casos suspeitos [de reações adversas a medicamentos] por si só raramente são suficientes para provar que uma determinada reação suspeita foi de fato causada por um medicamento específico”, disse o porta-voz.

“Isso pode ser um sintoma de outra doença ou pode estar associado a outro medicamento tomado pelo paciente ao mesmo tempo”.

Globalresearch.ca e Brian Shilhavy – O site é uma criação do grupo Centre for Research on Globalization. O portal adverte que publica artigos enviados a título de colaboração, os quais são submetidos a “revisão editorial”; todavia o administrador do site avisa que “as opiniões expressas nos artigos da Global Research são da exclusiva responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente as da organização”. Global Research é uma organização sem fins lucrativos registrada na província canadense de Quebec. Aceita doações e oferece vários tipos de associações pagas como forma de doação para apoiar seu trabalho.

Sobre o autor do artigo, com informações do New York Post, o nome de Brian Shilhavy aparece em relatório produzido pelo Newsguard, empresa de jornalismo e tecnologia que avalia a credibilidade de sites de notícias e informações, como “super propagador de desinformação” quando se trata de COVID-19. Shilhavy ainda mantinha o site HealthImpactNews.com que publicou várias histórias que diziam que a vacina da COVID-19 iria “modificar geneticamente” os humanos que a tomassem.

Resultado da vacinação no Brasil – As vacinas provam que salvam vidas por todo o mundo. No Brasil, Depois de cinco meses e meio do início, a vacinação começa a apontar indícios de que está fazendo efeito na melhoria dos indicadores no Brasil, apesar de os índices gerais da pandemia seguirem em patamares altos.

Até o final de junho, o Brasil havia imunizado 26,27 milhões de pessoas (12,41% da população) com as duas doses ou dose única, e 73,5 milhões (35%) com a primeira dose. Especialistas entrevistados pelo UOL avaliaram a queda na média geral de mortes por covid-19, desaceleração nas internações, diminuição de óbitos entre os idosos. Confira aqui.

Equipe NUJOC