Coronavírus: Bill Gates vira alvo de teorias da conspiração sobre a pandemia

 Coronavírus: Bill Gates vira alvo de teorias da conspiração sobre a pandemia

Foto: Denis Balibouse/Reuters

Evidências científicas já publicadas até agora desmentem algumas dessas informações.

O empresário Bill Gates virou alvo de diversas teorias da conspiração durante a pandemia. Entre elas estão as alegações de que ele e o especialista em doenças infecciosas dos EUA, Anthony Fauci, criaram a pandemia para tentar controlar as pessoas, que eles querem lucrar com a disseminação do vírus e que querem usar vacinas para inserir microchips rastreáveis.

Novo coronavírus não foi criado em laboratório

As evidências científicas já publicadas até agora apontam que o SARS-CoV-2 tem origem natural, tendo evoluído a partir de vírus que circulam em espécies animais, como morcegos e pangolins.
Quando um vírus misterioso surgido em Wuhan começou a infectar humanos, uma das primeiras atitudes da comunidade científica chinesa foi isolar o vírus e descrever seu genoma – isto é, desvendar as informações genéticas contidas no vírus. Essa descrição foi o ponto de partida para o desenvolvimento de outros estudos, como a investigação sobre a origem do SARS-CoV-2.
“A maneira como identificamos e caracterizamos os vírus atualmente é a técnica chamada sequenciamento de ácido nucleico (DNA ou RNA). Com essa técnica, é como se fizéssemos a ‘impressão digital’ dos vírus”, explica Luciana Costa, professora associada do Departamento de Microbiologia da UFRJ. “Com os dados do sequenciamento, nós comparamos essa ‘impressão digital’ com todas as outras de outros vírus conhecidos e, assim, determinamos o parentesco entre eles. Fazendo isso, nós podemos identificar com mais de 90% de certeza a origem de uma sequência. Podemos dizer, inclusive, se alguns ‘pedaços’ da sequência ou mesmo a sequência inteira foi ‘criada’ pelos seres humanos”.
Em entrevista à Reuters, o filantropo disse que as milhões de publicações e “teorias conspiratórias loucas” provavelmente ganharam espaço em parte por causa da combinação de uma pandemia assustadora e da ascensão das redes sociais.
O bilionário que deixou a presidência da Microsoft em 2014, ofereceu ao menos US$ 1,75 bilhão (R$ 9,4 bilhões) em auxílio à pandemia de Covid-19 por meio da Fundação Bill e Melinda Gates – o que inclui apoio a alguns fabricantes de vacinas, diagnósticos e tratamentos em potencial.

*Com informações da Reuters e Fiocruz-BA.

Equipe NUJOC