Uma dose da vacina com tecnologia de mRNA para quem já teve COVID-19 garante a imunização?

 Uma dose da vacina com tecnologia de mRNA para quem já teve COVID-19 garante a imunização?

Recebemos, por meio do aplicativo Eu Fiscalizo da Fiocruz (disponível para Android e IOS) uma publicação para ser checada que afirma que uma dose da vacina de mRNA pode ser suficiente para imunizar quem já contraiu Covid-19 anteriormente, sendo inclusive mais eficaz para aqueles que receberam duas doses e nunca foram infectados. A postagem realizada no dia 02 de fevereiro deste ano foi feita numa conta do instagram intitulada “Terra Brasil Notícias” que conta com quase 18 mil seguidores, e obteve nesta publicação mais de 280 curtidas e três comentários.  

estudo publicado pela Icahn School of Medicine at Mount Sinai de Nova York que originou ao post afirma que essa teoria foi feita por um grupo de pesquisa que numa amostragem de 109 pessoas, 41 dos voluntários já haviam testado positivo para Covid-19. Portanto, a primeira injeção funcionaria como a segunda dose para aqueles que não foram infectados anteriormente. 

A pesquisa se iniciou quando alguns cientistas racionaram que algumas pessoas que haviam contraído o vírus antes estavam sugerindo respostas imunes (dor no braço, calafrios, febre e fadiga) após primeira dose da vacina, algo incomum para os que nunca foram infectados antes e teriam essas respostas somente após a segunda dose. No entanto, esse estudo é recente e carece de outros estudos de revisão e aprofundamento para que essa possibilidade de dose única seja levada adiante ou refutada. 

Publicação sobre estudo diz que basta apenas uma dose de vacina para garantir imunização .
 

É importante frisar aqui também que foi abordado numa matéria da UOL, que  esse recente estudo apresentado acima foca nas vacinas da PFIZER e Moderna. Estas possuem tecnologia de mRNA mensageiro, técnica que nunca havia sido testada antes. A pandemia de Covid-19 consistiu em um forte impulsionador para colocá-las em prática e que em todos os ensaios clínicos por quais passaram apresentaram grande eficácia, mas por serem novas no mercado é natural que muitos estudos com fundamentos ou não sobre elas venham a surgir.  

Sobre a quantidade de doses a serem administradas, numa matéria da CNN foi abordada a importância das duas doses da vacina já que somente uma dose seria ineficaz para garantir a proteção contra o novo coronavírus. A primeira dose prepara o sistema imunológico e a segunda aumenta o potencial imunológico para a defesa do organismo contra a SARS-CoV-2, e, assim a ausência da segunda dose torna todo o processo ineficaz. O texto também salienta que existe um percentual da população que já não responde bem à aplicação de qualquer vacina por uma característica genética, o que seria perigoso para esse grupo, pois sem a segunda dose ficam mais vulneráveis à infecção.  

Pessoas vacinadas ainda podem transmitir o vírus, por isso o isolamento social segue sendo a medida mais eficaz junto com o uso de máscaras. Foto: Reprodução/ Freepik.
 

Por último, independentes de quaisquer outros estudos, até o momento as medidas de distanciamento social e utilização das máscaras, principalmente aqui no Brasil, considerando o panorama pandêmico atual, são as mais eficazes para evitar infecção da SARS-CoV-2. Apenas um pequeno percentual de pessoas, cerca de 4%, já foram vacinados até o momento. 

Equipe NUJOC